Diagnóstico precoce e o tratamento cirúrgico do polegar em gatilho congênito na criança utilizando o sistema de internação hospital-dia

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Walter Yoshinori Fukushima
Edison Noboru Fujiki
Gustavo Mantovani Ruggiero
Álvaro Baik Cho
Márcio Aurélio Aita
Fabiano Prata Nascimento
Thiago da Motta Mattar
Carlo Milani

Resumo

Introdução: o polegar em gatilho congênito ou tenossinovite estenosante do polegar é a dificuldade de extensão do polegar, identificada nos primeiros meses de vida. Objetivo: a proposta deste estudo foi discutir o tratamento cirúrgico com os resultados, as complicações e as vantagens na utilização da internação hospital-dia. Método: no período de fevereiro de 2001 até janeiro de 2008, verificaram-se 25 crianças entre 3 meses e 6 anos, portadoras de polegar em gatilho congênito. Foram operadas 35 mãos, e 10 casos eram bilaterais. Observamos que a manifestação clínica quanto à dificuldade de extensão do polegar estava presente em todas as mãos operadas e nenhuma criança queixava-se de dor. As crianças foram submetidas à mesma técnica cirúrgica, anestesia geral inalatória, com incisão transversa na prega volar metacarpofalangeana do polegar acometido e abertura longitudinal da polia flexora A1. Não foi utilizado antibiótico e as crianças foram internadas pelo sistema hospital-dia. Resultados: Quinze crianças eram do sexo masculino e dez do sexo feminino. Dos pacientes com lesão bilateral, sete eram do sexo masculino e três do feminino. Quanto ao lado acometido, obtivemos sete polegares direitos, oito esquerdos e dez bilaterais. Como complicações, não houve nenhuma recidiva; um polegar evoluiu com infecção cutânea superficial e dois polegares apresentaram deiscência parcial da sutura após a retirada dos pontos. Conclusões: o polegar em gatilho congênito ou tenossinovite estenosante do polegar na criança pode ser tratado com segurança através da abertura simples da polia flexora A1, utilizando-se a internação hospital-dia.

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Seção
Artigos Originais

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