Fraturas supracondilianas de úmero na infância

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Carla Fumo
Roberto Rangel Bongiovanni
Eiffel Tsuyoshi Dobashi
Luciano Pascarelli
Lúcio César Silva Righi

Resumo

Introdução: As fraturas supracondilianas do úmero são frequentes na infância e correspondem a 50 ou 60% das fraturas do cotovelo. A redução anatômica associada ou não à osteossíntese é a chave para o sucesso do tratamento independentemente do método terapêutico. Objetivo: Este trabalho teve como objetivo avaliar os resultados funcionais e radiográficos de 129 crianças cujas fraturas foram classificadas de acordo com o método de Gartland. Método: Utilizamos o protocolo prospectivo desenvolvido pela Comissão de Educação Continuada da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Resultados: Obtivemos bons resultados na avaliação final nas fraturas do tipo I e II quando aplicado o método conservador e incruento com baixos índices de complicações (3,4%). Nas do tipo III, observamos maior número de complicações, entre elas lesões nervosas traumáticas (16,2%) e o cúbito valgo (3,2%). Conclusões: Para tratamento preconizamos a redução incruenta com fixação percutânea com fios de Kirschner cruzados. A redução aberta está indicada nos casos em que a redução fechada não foi bem sucedida, e a tração pré-operatória teria indicação restrita. Não preconizamos a fisioterapia para todos os pacientes, a não ser quando estes não apresentaram recuperação espontânea após um mês da retirada do gesso ou na vigência de complicação neurológica.

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Seção
Artigos Originais

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