Crenças e atitudes de educadores da rede pública de um município mineiro sobre o uso de Substâncias Psicoativas

Marcus Luciano de Oliveira Tavares, Amanda Márcia dos Santos Reinaldo, Belisa Vieira da Silveira, Maria Odete Pereira

Resumo


Introdução: O despreparo de educadores para trabalhar com estudantes em uso de Substâncias Psicoativas é uma fragilidade que compromete a abordagem em ambiente escolar. Assim, é necessário que esses profissionais reconheçam a importância do conhecimento e reflitam suas crenças e atitudes acerca dessa temática. Objetivo: Conhecer as crenças e atitudes de educadores de nove escolas municipais de Belo Horizonte sobre o uso de Substâncias Psicoativas. Método: Estudo transversal, descritivo e exploratório realizado com 38 educadores da rede municipal de educação de Belo Horizonte/MG. Foi utilizado um questionário para caracterização dos dados sociodemográficos, a Escala de Tolerância Social e o Questionário sobre Modelo de Percepção de Problemas de Saúde. Resultados: Houve predominância de crenças negativas e estigmatizantes e atribuição do uso de Substâncias Psicoativas ao modelo moralizante. Conclusão: Intervenções focadas na conscientização de educadores sobre o uso e abuso de SPAs previamente à elaboração de programas de enfrentamento para escolares são necessárias para evitar situações conflitantes que estigmatizem o usuário.


Palavras-chave


drogas ilícitas; bebidas alcoólicas; tabaco; estigma social; professores escolares; transtornos relacionados ao uso de substâncias

Texto completo:

PDF

Referências


Carlini ELA, Noto AR, Sanchez ZM, Carlini CMA, Locatelli DP, Abeid LR, et al. VI Levantamento Nacional sobre o Consumo de Drogas Psicotrópicas entre estudantes do ensino fundamental e médio das redes pública e privada de ensino nas 27 capitais brasileiras: 2010. Brasília: SENAD; 2010.

Onrust SA, Otten R, Lammers J, Smit F. School-based programmes to reduce and prevent substance use in different age groups: What works for whom? Systematic review and meta-regression analysis. Clin Psychol Rev. 2016;44:45-59. http://dx.doi.org/10.1016/j.cpr.2015.11.002

Kumar R, O'Malley P, Lloyd J, Viginia L. Alcohol, Tobacco, and Other Drug Use Prevention Programs in U.S. Schools: A Descriptive Summary. Prev Sci. 2013;14(6): 581-92. http://dx.doi.org/10.1007/s11121-012-0340-z

Araldi JC, Njaine K, Oliveira MC, Ghizoni AC. Representações sociais de professores sobre o uso abusivo de álcool e outras drogas na adolescência: repercussões nas ações de prevenção na escola. Interface. 2012;16(40):135-48. http://dx.doi.org/10.1590/S1414-32832012005000002

Knevitz MF, Béria JU, Schermann LB. Percepções e demandas de professores sobre educação preventiva ao abuso de álcool e outras drogas. Holos. 2017;4:357-70. https://doi.org/10.15628/holos.2017.4901

Silveira OS, Ronzani TM, Bastos RR. Estigmatização do uso de álcool e outras drogas entre profissionais de saúde de Juiz de Fora. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Juiz de Fora. Juiz de Fora: 2010.

Palm J. Moral concerns: treatment staff and user perspectives on alcohol and drug problems. Tese (Doutorado) - University of Stockholm. Stockholm: 2006.

Livingston JD, Milne T, Fang ML, Amari E. The effectiveness of interventions for reducing stigma related to substance use disorders: a systematic review. Addiction. 2012;107(1):39-50. http://dx.doi.org/10.1111/j.1360-0443.2011.03601.x

Moreira A, Vóvio CL, Micheli D. Prevenção ao consumo abusivo de drogas na escola: desafios e possibilidades para a atuação do educador. Educ Pesqui. 2015;41(1): 119-35. http://dx.doi.org/10.1590/S1517-97022015011670

Antunes F, Oliveira MLF. Characteristics of patients hospitalized at an intensive care unit due to drug abuse. Invest Educ Enferm. 2013;31(2):201-9.

Lachenmeier DW, Rehm J. Comparative risk assessment of alcohol, tobacco, cannabis and other illicit drugs using the margin of exposure approach. Sci Rep. 2015;5: 8126. http://dx.doi.org/10.1038/srep08126

Brady JE, Li G. Trends in Alcohol and Other Drugs Detected in Fatally Injured Drivers in the United States, 1999-2010. Am J Epidemiol. 2014;179(6):692-9. http://dx.doi.org/10.1093/aje/kwt327

Bard ND, Antunes B, Roos CM, Olschowsky A, Pinho LB. Stigma and prejudice: the experience of crack users. Rev Latino-Am Enfermagem. 2016;24:e2680. http://dx.doi.org/10.1590/1518-8345.0852.2680

Barros JPP, Colaco VFR. Drogas na Escola: análise das vozes sociais em jogo. Educ Real. 2015;40(1):253-73. http://dx.doi.org/10.1590/2175-623644605

Birtel MD, Wood L, Kempa NJ. Stigma and social support in substance abuse: Implications for mental health and well-being. Psychiatry Res. 2017;252:1-8. http://dx.doi.org/10.1016/j.psychres.2017.01.097

Frank LE, Nagel SK. Addiction and moralization: the role of the underlying model of addiction. Neuroethics. 2017;10(1):129-39. http://dx.doi.org/10.1007/s12152-017-9314-y




DOI: https://doi.org/10.7322/abcshs.v44i1.1166

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2019 Marcus Luciano de Oliveira Tavares, Amanda Márcia dos Santos Reinaldo, Belisa Vieira da Silveira, Maria Odete Pereira

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.