Aspectos clínicos de recém-nascidos admitidos em Unidade de Terapia Intensiva de hospital de referência da Região Norte do Brasil

Samyra Said de Lima, Sâmela Miranda da Silva, Paulo Eduardo Santos Avila, Manuelle Vieira Nicolau, Pablo Fabiano Moura das Neves

Resumo


Introdução: O conhecimento das características de nascimento e óbitos de recém-nascidos, condições biológicas da gestação e parto, bem como dos neonatos admitidos em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), disponibilizadas através de estudos epidemiológicos podem subsidiar ações de assistência em saúde materno-infantil, minimizando a ocorrência de agravos e planejando um atendimento mais adequado. Objetivo: Descrever os aspectos clínicos de recém-nascidos admitidos na UTIN de hospital de referência da região norte do país. Métodos: Estudo transversal, descritivo e documental com amostragem aleatória simples composta por 318 prontuários de recém-nascidos admitidos na UTIN no ano de 2013, coletados por meio de ficha estruturada durante os meses de abril a julho de 2014. Foi realizada análise descritiva simples dos dados. Resultados: A amostra constituiu-se de neonatos masculinos (53,14%), prematuros (92,14%) e de baixo peso ao nascimento (80,5%), com Apgar adequados no 1º e 5º minutos e sem utilizar surfactante pulmonar exógeno (54,72%). Suas genitoras constituíram-se de adultas jovens, com pré-natal inadequado (72,6%), partos cesarianos (56,0%), sem corticoterapia antenatal (91,19%) e provenientes do interior do estado (44,0%). Prematuridade foi a principal causa de admissão na Unidade (77,04%). Os neonatos necessitaram de suporte ventilatório, oxigenoterapia e assistência fisioterapêutica (92,14%). No total, 55% dos óbitos ocorreram precocemente, sendo o choque séptico a principal causa (40,83%). Conclusão: Estes resultados revelam as características dos recém-nascidos desta Unidade podendo contribuir no direcionamento de ações públicas voltadas à prevenção de agravos e a promoção da saúde materna e neonatal a nível regional e nacional.


Palavras-chave


epidemiologia; Unidades de Terapia Intensiva; neonatologia

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DOI: https://doi.org/10.7322/abcshs.v40i2.732

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