Ações do enfermeiro na identificação precoce de alterações sistêmicas causadas pela sepse grave

Felipe Garrido, Luana Tieppo, Maria Dalva da Silva Pereira, Rodrigo de Freitas, Welington Maciel de Freitas, Rosangela Filipini, Patricia Granja Coelho, Fernando Luiz Affonso Fonseca, Ana Maria Marcondes Fiorano

Resumo


Introdução: As unidades de terapia intensiva (UTIs) têm sido organizadas como setores estratégicos para o suporte especializado de assistência ao paciente grave. Objetivo: Verificar as ações do enfermeiro para a identificação precoce das alterações sistêmicas causadas pela sepse grave relacionadas às alterações hemodinâmicas, neurológicas, respiratórias, renais e nutricionais dos pacientes internados em UTIs adulto. Métodos: Estudo descritivo com 24 enfermeiros. Os dados foram coletados por meio de formulário composto de questões estruturadas. Resultados: Apenas 36% dos enfermeiros possuem especialização em UTI adulto; verificou-se que os profissionais identificam parcialmente os sinais e sintomas apresentados pelo paciente séptico. Conclusão: Os enfermeiros encontram dificuldade na identificação precoce das alterações sistêmicas causadas pela sepse grave relacionada às alterações hemodinâmicas, neurológicas, respiratórias, renais e nutricionais dos pacientes internados em UTI adulto, o que pode estar relacionado com a falta de treinamento e de protocolos estabelecidos pelas instituições.


Palavras-chave


unidade de terapia intensiva; sepse; síndrome de resposta inflamatória sistêmica; enfermagem.

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DOI: https://doi.org/10.7322/abcshs.v42i1.944

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