Técnica para redução do tônus e alongamento muscular passivo: efeitos na amplitude de movimento de crianças com paralisia cerebral espástica

Luana dos Santos de Oliveira, Marina Ortega Golin

Resumo


Introdução: A paralisia cerebral (PC) é resultante de lesão no encéfalo em fase de maturação, acarretando em disfunções motoras. A espasticidade, forma mais comum de acometimento, gera prejuízos funcionais intensificados pela diminuição da mobilidade. Objetivo: Analisar os efeitos do alongamento passivo lento do músculo tríceps sural e de técnica para diminuir o tônus do conceito Bobath na amplitude de movimento (ADM) de dorsiflexão do tornozelo de crianças com PC espástica. Métodos: Participaram 18 crianças atendidas no Hospital Estadual Mario Covas de Santo André e na Santa Casa de Diadema. O grau da hipertonia do músculo tríceps sural foi determinado pela Escala de Aswhorth Modificada e a ADM de dorsiflexão foi medida pela goniometria. Esses dois procedimentos foram realizados antes e após as seguintes situações: 1) aplicação de um protocolo de alongamento muscular passivo; 2) protocolo com uma técnica para diminuir o tônus do conceito Bobath; e 3) emprego associado dos dois protocolos. Resultados: O grau de hipertonia não se modificou após o protocolo 1, porém os protocolos 2 e 3 diminuíram a espasticidade de maneira semelhante, conforme a Escala de Ashworth Modificada. Já o ângulo de dorsiflexão aumentou após aplicação dos três protocolos: 1 (p=0,176); 2 (p=0,008); e 3, com o aumento mais significativo (p=0,003). Conclusão: A técnica para redução do tônus mostrou efeito positivo na redução da espasticidade, segundo a Escala de Ashworth Modificada, e no aumento da ADM de crianças espásticas. A execução subsequente do alongamento muscular aumentou sua efetividade.


Palavras-chave


paralisia cerebral; hipertonia muscular; fisioterapia

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DOI: https://doi.org/10.7322/abcshs.v42i1.946

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